quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

TELEGRAMA


4 comentários:

  1. Não sei porque, mas os versos me fizeram lembrar de uma anedota:
    No hospital psiquiátrico um médico observa um paciente escrever uma carta e pergunta:
    - Para quem você está escrevendo essa carta?
    - Para mim mesmo, ele responde.
    - E o que está escrito?
    - Como vou saber?! Ainda não recebi!
    :-)

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    1. Puxa, Francisco, não sabia que o doutor havia espalhado essa estória por aí... Pois é, me curei mas tenho recaídas, como o poema-telegrama deixa perceber

      Pego do lápis, me atrevo
      A redigir e enviar
      Cartas... Mas quem as lerá?
      - Eu: quando as recebo e escrevo

      (Porém o Blog mostra que aos pouquinhos redijo para os outros também, sobretudo quando concedem o favor de comentarem/ de me responderem - grato, Mano)

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  2. Muito bom este poema - criativo e de certo modo crítico. Afinal, o mundo dispõe de meios pouco favoráveis para o autoconhecimento.

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    1. Paulo, exatamente: a escrita - sobretudo se compartilhada e sincera, vem ser ótima forma de autoconhecimento

      Escrevo-me, repersisto
      Em me endereçar a mim
      - Há eu? Te escrevo e então, Sim:
      Respondes-me, logo existo

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