terça-feira, 25 de outubro de 2016

acidade (III)


"Acidade, como a leio (e não me arrogo mais que isso, claro, claríssimo esteja), é um não: 'um não que perturba, que põe em causa' (TAVARES, 2010, p. 192) os discursos da cidade; uma poética atirada contra a copropraxia desse não lugar; uma poética que nos faz perceber/sentir que 'nenhuma coisa está em segundo plano', que são nosso ver e nosso dizer 'que dá [dão] hierarquia à posição das coisas' (TAVARES, 2010, p. 192) – e dos viventes, já tão coisas na cidade! 'Observar a realidade pelo canto do olho, isto é, pensar ligeiramente ao lado', eis como me parece que se escriturou Acidade: uma poética que 'abriu os olhos para os rastros da Cidade' (Acidade, p. 149)": Dércio Braúna, in: DIZER-VER/A/CIDADE: ou abrir os olhos para os rastros (de uma cidade numa poética)


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