segunda-feira, 30 de janeiro de 2017


6 comentários:

  1. Sempre imaginei o cavalo como um simbolo de beleza, força e liberdade, características ameaçadas pelas mãos humanas. Ele vai se tranformando no que o homem o faz: dinheiro, presente, caveira... como no poema.o que mais gostei é que no fim o homem terá cobrada sua dívida. Muito bom!

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    1. Liki, olá.

      É sim, é como você diz. O homem se humaniza ao lado dos animais e se bestializa se atirado apenas a si mesmo. Meu desejo é que ao humano e ao cavalo possam ser conferidos os versinhos da canção de Dylan: não correrem sob o sol mas pelo fato de já o terem feito, livremente, e agora descansarem para nova correria - livre

      OS CAVALOS CANSADOS TODOS

      Os cansados cavalos todos, sob o sol
      Como supus corressem qual notas de sol?
      Umm...

      Abraço carinhoso

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  2. Esse é um dos poemas que mais gosto da obra tigelírica!!

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    1. Olá, Léo. Um haicai pra você

      Passeia o cavalo
      marrom. Vê-lo, como é bom,
      e não cavalgá-lo

      Abraço tigelírico

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  3. Por algum motivo ao final do poema (ou foi pelo meio?) lembrei dos famosos "Quatro Cavaleiros do Apocalipse". Especialmente o cavalo magro: aquele que traz a fome (ou sofre dela).

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    1. Ah. Não pensei nos Quatro Cavaleiros na feitura desse poema; mas em Apocalipsiará, do livro Memorial Bárbara de Alencar, faço uma espécie de paródia em que a estrofe que cabe ao Cavaleiro da Fome é a seguinte

      "Ao rasgar do terceiro [selo] uma balança
      Trazida por Astroso Cavaleiro:
      Em alimária negra a abastança
      Dos campos vai tolhendo, Cutileiro"

      Abraço, Mano.

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